Tuitolândia

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pateta

Sou um pateta! Pateta e péssimo com escolha de palavras. Péssimo porque sempre me atrapalho com a seleção do que devo escrever e, principalmente, dizer aos outros mesmo estando convicto de que o meu vocabulário é bem amplo e de que estou entre os quase 30% da população plenamente alfabetizada assim espero.

Não é por falta de pensar. Nem por falta de repensar. Pondero meus pensamentos, mas nunca penso nas possibilidades de outros pontos de vista, de interpretação das minhas expressões. Ou seja, acabei de anular a frase anterior: se eu ponderasse deveria pensar em outros pontos de vista, o que, sem dúvida, não acontece... Ih! Ferrou!

Outro dia, disse a uma amiga que ela era ‘bonita e muito esforçada’. Disse ‘muito esforçada’ porque sei da odisséia diária que ela enfrenta e mesmo assim consegue ser uma excelente aluna e hiper atenciosa com todos. “Esforçada”, quando saiu da minha boca, tinha esse sentido. Mas virei piada... “E aí Fernando, a fulana também é ‘esforçada’? Ou é mesmo só ‘bonitinha’?”

Uma outra vez, num parque de diversões, eu estava caminhando quando um casal de namorados pediu gentilmente que eu os fotografasse. Fotografei. Fotografei outra para garantir. Quando eles vieram pegar a câmera soltei “Muito Obrigado!”

Peraí! Não eram eles que deveriam ter me agradecido?!

E os pombinhos ao invés de dizerem “o que é isso, somos nós que agradecemos” replicaram com um blasé “de nada” [afinal, Fernando, orgulhe-se de ter tirado uma foto deles!]

Hoje, [o que me levou a escrever esse post] foi a mensagem da nossa colunista e minha amiga Silvana ao ler o editorial de três anos do nosso blog.

fico lendo o JE em partes e agora acabei de ler o Editorial!Tava adorando, até vc me chamar de surpreendente, kkkkkkk sempre parece que as pessoas esperam muito pouco de mim, hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah

Ela riu pela brincadeira e eu, quando li a mensagem, ri pelo desespero! Ela está coberta de razão! Ficou parecendo subestimação do talento dela. É claro que a Silvana disse isso na maior das brincadeiras. Desde que a conheci numa feira literária aqui em Sampa, pude ver que ela era, realmente, uma pessoa surpreendente não só em seus textos. Quando fui vê-la em cena saí do teatro ainda mais absimado com a sua desenvoltura atuanto. Fiquei surpreendido. Putz, não concertou nada, acho que piorei inclusive

Poderia ficar aqui contando sobre as inúmeras vezes que troquei expressões, como o dia em que esperando atendimento numa ligação a telefonista começou a confirmar minha identidade, sem qualquer intenção, soletrando o meu sobrenome : “G? G de gato?” disse a atendente. Eu, achando que era uma cantada, repliquei: “não! G de Galacine. Ga-la-ci-ne”... [pensando: mas anota aí meu número, se quiser...] Ela ficou muda, riu, e continuou confirmando o restante das letras ignorando, digamos, minha idiotice meu lapso donjuanesco.

Pois é, não escolho bem as minhas respostas, minhas expressões, palavras e nem mesmo letras... G? De Gato? Há sinônimo de ‘pateta’ começando com a letra G?